quinta-feira, 15 de julho de 2010

NUPEAC no Congresso da Bien USP



O NUPEAC - Núcleo de Pesquisa e Ação em Arte Comunitária - marcou presença no 13° Congresso da BIEN (Basic Income Earth Network), de 30 de junho à 2 julho de 2010 realizado na Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, USP.
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Pela primeira vez foi realizado na América Latina e, de forma inédita, no Brasil e o tema norteador trata da renda básica de cidadnia como ferramenta de justiça e paz. Na coordenação do congresso estão Lena Lavinas da UFRJ e Fabio Waltemberg da Universidade Federal Fluminense. Estiveram presentes diversos palestrantes como o ex-ministro do Ministério do Desenvolvimento Social Patrus Ananias, Paul Singer do Ministério do Trabalho, os senadores Eduardo Suplicy e Cristovam Buarque, Márcio Pochman e Jorge Abrahão do IPEA, Francisco de Oliveira da USP, Aldaisa Sposati e Ladislaw Dowbor da PUC-SP, Tânia Bacelar do Centro Internacional Celso Furtado, Otavio Soares Dulci da UFMG, entre muitos outros de vários países que abordaram as experiências mais recentes sobre o tema.
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O NUPEAC, por meio do Teatro Popular Cara e Coragem apresentou Pra Frente Caconde! que narra as dificuldades de trabalhadores rurais na colheita do café na região da Mantiqueira, interior de São Paulo. A peça aborda o cotidiano dos trabalhadores rurais na cultura do café, que na sua entre-safra encontram dificuldades para as suas subsistências. Durante a encenação, membros da platéia foram convidados a interagirem com os atores e, coletivamente, debateram as possíveis alternativas para as adversidades vividas por este trabalhadores.
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Com platéia lotada (cerca de 300 ouvintes de diversas nacionalidades) os jovens da cidade de Caconde, interior de São Paulo, puderam dialogar com os presentes sobre a importância que uma renda básica de cidadania teria na complementação da renda destes trabalhadores.
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O Congresso da BIEN é realizado a cada dois anos e conta com a participação de pesquisadores, acadêmicos, estudiosos, formuladores de políticas públicas, políticos de várias partes do mundo para debater alternativas visando um princípio elementar de justiça social: a garantia de uma renda monetária, incondicional e livre de contrapartidas, a todo cidadão. Esta iniciativa surgiu na Europa há mais de 20 anos, e hoje integra a agenda também nos países em desenvolvimento. Idéias, experimentos, novos desenhos de políticas públicas foram confrontados por especialistas e vários convidados por três dias na USP

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Agenda 2010

Para 2010, o grupo planeja diversas ações, como o projeto E.C.A. 20 Anos, com apresentações e debates sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, no cinema da cidade (sempre no último sábado de cada mês, a partir de março 2010); apresentações do espetáculo deles nas cidades vizinhas para o projeto Caconde Ocupa o Interior (sempre no segundo sábado do mês, a partir de março); em julho (mês dos 20 anos do ECA) pretendem desenvolver diversas ações nos bairros de Caconde sobre a temática. Para o segundo semestre/2010 planejam a segunda etapa do Caconde Ocupa São Paulo com base no ECA.

O grupo já recebeu três convites oficiais para 2010. Estes convites são:

- Participação no Fórum Social da Mogiana, no mês de abril - a convite da FEUC (Faculdade Euclides da Cunha), em São José do Rio Pardo;

- Apresentações no Congresso Internacional da ABIN sobre a Renda Básica de Cidadania, 30 de junho e 1 e 2 de julho - a convite do senador Eduardo Suplicy, na USP (Universidade de São Paulo), na capital;

- Participação na Mostra Internacional de Teatro Comunitário, em setembro - a convite do Instituto Pombas Urbanas, em São Paulo, capital.

Teatro de Caconde: com Cara e Coragem  jovens lutam por autonomia do coletivo

Captação de recursos
O Teatro Popular Cara e Coragem realizou a terceira viagem para participar do projeto Caconde Ocupa São Paulo, promovido pelo Projeto Guerreiros Urbanos. A terceira viagem compreendia na participação do 2o. Encontro Comunitário de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo e do encerramento da 3a. Mostra Lino Rojas de Teatro de Rua com um cortejo pelas ruas da Cidade Tiradentes, extremo da zona leste da capital. Mesmo sabendo que não apresentariam o espetáculo Um Fura-Bucho no Reino do Risca-Faca e com restrição orçamentária (sem apoio financeiro para a viagem) foi lançado um desafio para o exercício da autonomia do grupo, formado por jovens carentes de Caconde. Com orientação de Asdrúbal Serrano e Elenir Rodrigues o grupo se reuniu e formou quatro comissões (pesquisa, articulação, produção e viabilização) para desenvolver uma estratégia de captação de recursos para a viagem.> Numa primeira fase, os jovens pertencentes à Comissão de Pesquisa fizeram um mapeamento sobre potenciais apoiadores entre os comerciantes da cidade. A Comissão de Articulação teve encontros com Paulinho da Tita (presidente da Câmara de Vereadores) e com Altair Basile (chefe do gabinete da Prefeitura) para buscar apoio para o transporte. A prefeitura, após a reunião com os jovens, cedeu uma perua escolar e garantiu os pedágios; o grupo teve de arcar com o diesel da viagem. Em outra frente, a Comissão de Produção visitou diversos comerciantes que doaram um montante de R$ 340,00 além da alimentação para a viagem. Caconde Ocupa São Paulo Com a viagem garantida, o grupo partiu de Caconde às 5h da manhã e às 11h desembarcava no Instituto Pombas Urbanas, formado por jovens que desenvolvem diversas ações comunitárias por meio de projetos socioculturais em diversas modalidades artísticas. Cidade Tiradentes é um dos bairros mais vulneráveis da cidade e a contribuição do Instituto tem provocada a ampliação ao acesso à inclusão de toda a comunidade. A visita do grupo de Caconde fortaleceu os vínculos com diversos coletivos, também formados por jovens e crianças e que utilizam o Teatro Popular como principal ferramenta de atuação em comunidades carentes. Com o intercâmbio, experiências foram compartilhadas e os grupos trocaram experiências. O evento foi finalizado com um cortejo pelas ruas do bairro. Coletivos teatrais de diversos bairros, brincantes, ginastas, artistas circenses e populares ocuparam as ruas e tomaram a comunidade com o compromisso de mostrar para os poderes constituídos que a arte é fundamental.

Teatro Popular Cara e Coragem de Caconde realiza projetos em São Paulo

Com parceria entre a Cia. Caracol de Teatro Popular e o Projeto Guerreiros Urbanos, ambos da capital paulista, o Teatro Popular Cara e Coragem, formado por jovens cacondenses, apresentou o espetáculo “Um Fura-Bucho no Reino do Risca-Faca” nos meses de setembro e outubro na cidade de São Paulo.
O espetáculo é resultado da pesquisa sobre Teatro Comunitário desenvolvido em Caconde e as apresentações fazem parte do projeto Caconde Ocupa São Paulo, no qual promoverá o intercâmbio do grupo com coletivos teatrais da capital.
A primeira apresentação, realizada na sede do Teatro Popular União e Olho Vivo , fomentou a troca de experiências entre os grupos que mostraram os seus trabalhos e compartilharam a execução do Hino Nacional numa versão popular tocada e cantada pelos coletivos. Segundo César Vieira, renomado dramaturgo e diretor do TUOV (Teatro Popular União e Olho Vivo): “O que vimos aqui foi o resultado de uma eficiente transformação política, social e cultural proporcionado pelo Teatro Popular. Este elenco, formado por jovens, levará esta transformação para a vida toda”.
A segunda apresentação foi no Instituto Pombas Urbanas, no bairro paulistano de Cidade Tiradentes. Além da apresentação, o grupo de jovens de Caconde participou de um bate-papo para troca de vivências com os artistas que mantêm o Instituto. O encontro serviu para fortalecer o intercâmbio entre os grupos, ambos formados por jovens com a mesma faixa etária. Idealizado por Lino Rojas, o Instituto Pombas Urbanas, funciona há cinco anos em um dos bairros mais carentes da capital e com alto índice de vulnerabilidade social. O Instituto Pombas Urbanas oferece diversas atividades culturais como circo, teatro, contação de histórias, inclusão digital, biblioteca comunitária e vasta agenda cultural ofertada para toda a comunidade. A troca de experiências serviu para mostrar aos jovens de Caconde a importância do fortalecimento da cidadania por meio de ações nas próprias comunidades e um estímulo para que os jovens de Caconde se articulem na promoção da inclusão à cidadania.
Para a viagem, tanto o transporte, quanto a alimentação, receberam o apoio da Casa de Cultura e Cidadania de Caconde.

Teatro Popular De Caconde Se Apresenta Em Instituto De São Paulo

Com apoio cultural da Casa de Cultura e Cidadania, o Teatro Popular Cara e Coragem realizou a segunda viagem do Projeto Caconde Ocupa São Paulo e se apresentou no Instituto Pombas Urbanas, no bairro de Cidade Tiradentes, São Paulo, capital. Além da apresentação, o grupo de jovens de Caconde participou de um bate-papo para troca de vivências com os jovens que mantêm o Instituto. O encontro serviu para fortalecer o intercâmbio entre os grupos, ambos formados por jovens com a mesma faixa etária. O Instituto Pombas Urbanas, funciona há cinco anos em um dos bairros mais carentes da capital e com alto índice de vulnerabilidade política, social e cultural e oferece diversas atividades culturais como circo, teatro, contação de histórias, inclusão digital, biblioteca comunitária e vasta agenda cultural ofertada para a comunidade. A troca de experiências serviu para mostrar aos jovens de Caconde a importância do fortalecimento da cidadania por meio de ações nas próprias comunidades e um estímulo para que os jovens de Caconde se articulem na promoção da inclusão social.

Cara e Coragem Estreia Espetáculo

Peça:
Um Fura-Bucho no Reino do Risca-Faca

Release:
Comédia em ato único. Crítica bem-humorada sobre as fábulas infanto-juvenis e a relação de poder que se estabelece entre as classes sociais. Com o Teatro Popular Cara e Coragem. Duração 60m. Classificação Livre.

Proposta de Montagem:
A montagem é resultado da Oficina de Iniciação ao Teatro Popular, promovida pelo Projeto Guerreiros Urbanos para jovens e moradores da cidade de Caconde, interior de São Paulo. Com o objetivo de ampliar a pesquisa de implantação de um Teatro Comunitário na cidade, este projeto se norteou em quatro eixos: Teatro Dialético (Bertolt Brecht), Teatro Pobre (Jerzy Grotowiski), Teatro do Oprimido (Augusto Boal) e Teatro Popular (César Vieira e Teatro Popular União e Olho Vivo). Além do desenvolvimento da pesquisa por meio de laboratórios teóricos e práticos o projeto partir das vivências comunitárias para a execução do processo, bem como assessorar a composição dramatúrgica.

Ficha Técnica:
Texto e Direção: Asdrúbal Serrano
Direção Artística: Elenir Rodrigues
Assistente de Direção: Allison Santos
Direção Musical: Caroline Basilli
Cenografia e Figurino (montagem do acervo): Casa de Cultura e Cidadania

Realização:
Projeto Guerreiros Urbanos - Cia. Caracol de Teatro Popular

Apoio Cultural:
Casa de Cultura e Cidadania


Teatro Popular Cara e Coragem de Caconde se apresenta em São Paulo


Com o apoio do Projeto Guerreiros Urbanos e da Casa de Cultura e Cidadania o Teatro Popular Cara e Coragem, formado, principalmente, por jovens atuantes da Casa de Caconde, apresentou no último domingo (13/09) o resultado da pesquisa sobre Teatro Comunitário desenvolvido na oficina de teatro na Casa. A apresentação da peça “Um Fura-Bucho no Reino do Risca-Faca” faz parte do projeto Caconde Ocupa São Paulo, no qual promoverá o intercâmbio do grupo com coletivos teatrais da capital. A primeira apresentação aconteceu na sede do Teatro Popular União e Olho Vivo, no bairro do Bom Retiro e durante a troca de experiências os grupos mostraram os seus trabalhos e finalizaram com a execução do Hino Nacional numa versão popular. Segundo César Vieira, renomado dramaturgo e diretor do Teatro Popular União e Olho Vivo: “O que vimos aqui foi o resultado de uma eficiente transformação política, social e cultural proporcionado pelo Teatro Popular. Este elenco formado por jovens levará esta transformação para a vida toda”. Estiveram presentes os educadores de teatro Elenir Rodrigues, Allison Santos, Asdrúbal Serrano, a coordenadora pedagógica Ana Emília Villas Boas e as participações da gerente geral Carmen Silva e da curadora de teatro Karen Muller.